Azul ou Rosa é tudo igual ?



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A resposta óbvia é sim. Não há espaço no mundo dos negócios para discriminação de cor, raça, credo, classe, idade, gênero ou orientação sexual. Se sua empresa ainda não enxergou o óbvio deve estar perdendo muitos talentos e muita receita.

Neste domingo a Parada do Orgulho LGBT em São Paulo levou 3 milhões de pessoas às ruas para celebrar a diversidade. Com receita estimada de 190 milhões de reais o evento perde em números apenas para a Fórmula 1.

Grandes marcas entenderam este movimento e investem em marketing de causas como meio ambiente, responsabilidade social e mais recentemente a diversidade, exercendo um importante papel de cidadania.

Em 2018 o mercado LGBTI movimentou 3.6 trilhões de dólares em todo o mundo segundo estudo da LGBT Capital.

A área de marketing de sua empresa deveria saber disto e a de vendas também.

Não se trata de apenas desenvolver um produto ou serviço para atender este segmento. É  preciso saber se comunicar e treinar colaboradores para o atendimento receptivo ou “friendly” buscando conquistar este seleto grupo de consumidores distribuído em todas as classes econômicas.

É um consumidor altamente conectado em redes sociais e atento ao posicionamento da sua empresa para a área de interesse. Qual o conteúdo dos posts? Quem são os personagens nas fotos e filmes comerciais? E acima de tudo qual a política de inclusão e como a empresa trata seus colaboradores LGBTI?

Não basta incluir, é preciso cuidar e zelar pelo bom ambiente de trabalho e da integração de todos os colaboradores da sua empresa. Sua empresa tem um comitê para tratar deste tema?

Para ter sucesso é necessário olhar para dentro da empresa e alinhar a prática ao discurso antes de partir para a conquista deste mercado.

Sua estratégia de marketing deve ser planejada com continuidade evitando a exposição da marca apenas durante um evento específico.

Também é importante se preparar para gerenciar as crises, críticas e rejeições nas redes sociais que devem reduzir bastante com a inclusão da homofobia como crime de racismo.

O que sua empresa deve saber sobre a criminalização da homofobia.
O que antes era necessário é agora obrigatório pela recente decisão do Supremo Tribunal Federal em criminalizar a homofobia e transfobia como forma de racismo até que uma norma específica seja aprovada pelo Congresso Nacional.

Isto significa o fim do assédio moral no ambiente de trabalho. Não há mais espaço para olhares, comentários e risadinhas. A evolução que deveria ter chegado naturalmente pelo amor e respeito nos chega agora pela dor de quem infringir a lei.

Enquanto o Congresso não aprovar um projeto sobre o assunto, deverá ser aplicada a lei do racismo, cujo crime será inafiançável e imprescritível. A pena é de um a três anos de prisão. Se houver divulgação ampla de ato homofóbico em meios de comunicação, como publicação em rede social, a pena será de dois a cinco anos, além de multa.

Turismo LGBT
Cidades do mundo todo passaram a se especializar no atendimento “friendly” para receber visitantes ávidos por consumir seus produtos e serviços.

O Brasil ocupa o 68º lugar no ranking anual no site de viagens Spartacus a partir de informações coletadas junto à Human Right Watch e ONU “Free & Equal” além de registros de  violações dos direitos humanos contra membros da comunidade LGBT.

A cartilha “Dicas para atender bem turistas LGBT”, lançada em 2016 pelo Ministério do Turismo orienta prestadores de serviços do setor quanto à recepção adequada do público LGBT no Brasil.

André Paranhos
Experiência de 30 anos nas áreas do varejo e serviços em vendas, atendimento ao cliente, promoção, treinamento, estratégia e gestão

Photo by Levi Saunders on Unsplash

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